Reflexões: natureza, alteridade, pertencimento…

Estamos no período de férias, mas para tratar de educação, meio ambiente e vida, não há tempo específico, nem parada. Divido algumas palavras para refletirmos antes do início do período letivo de 2018. Nada que todos já não saibam, mas que por vezes é importante relembrar.
A escola é o lugar onde se convive, se realizam trocas, experiências, aprendizado das coisas da vida e para a vida. E dentro disto, conhecer, perceber e refletir sobre o meio ambiente, deve ser algo natural, inter e transdisciplinar. Alguns estudiosos já compreendem como indisciplinar, pois não pode pertencer a uma disciplina somente, deve circular por todos os espaços da escola, do pátio ao banheiro, da cozinha à secretaria, da quadra à sala de aula.
É necessário e urgente se pensar na educação ambiental como prática social, ética e sustentável. E não como um grande projeto, carregado de citações e vazio em sua prática. Não como algo grandioso e solene, mas que esteja nas pequenas coisas, nos simples gestos cotidianos dentro da escola, e que sairão dos muros desta para a vida de cada envolvido nesta comunidade.
Fala-se muito em arte educação ambiental, talvez porque a arte também trate do meio ambiente e das pessoas de modo geral, diante das questões de subjetividade, das fragilidades, de essência, sensibilidade, da natureza humana e de suas relações complexas. Dentro da história retrata o ser humano e tudo o que o envolve, de dentro e fora de si, o que pode contribuir para se pensar em direitos humanos como direitos da vida, em sustentabilidade com acessibilidade, em resistência como meio de afirmar que estamos no mundo, para reforçar nosso pertencimento.
Quando pensamos em meio ambiente perpassando todo currículo, é preciso ter ciência da importância de se eliminar barreiras, de flexibilizar as ações. Através de diálogo sobre o assunto, é possível perceber que há esta possibilidade e que, com o entendimento de todos, se torna leve e rotineiro. Quando a escola realiza a Agenda 21, por exemplo, isto fica claro: as necessidades são comuns a todos, e o desejo de melhoria e busca por soluções também é evidente.
Ações simples como regar uma planta no pátio da escola podem fazer sim toda diferença nas próximas atitudes de quem realizou este gesto. Assim como acolher um animal, juntar um papel do chão, abraçar um colega que não está se sentindo bem naquele dia, agradecer à merendeira pelo lanche, dar um sorriso para a secretária da escola. Isso é gratidão pela vida. Viva o momento na escola, não para colocar no papel, mas para ser e estar neste espaço que é seu.
O tempo é outro fator muito importante: temos a possibilidade de consagrá-lo. Utilizar o tempo para construir a narrativa de cada um dentro da escola, valorizando e enriquecendo a bagagem, não como um fardo, mas com a mesma alegria que montamos uma mala para uma viagem tão esperada. Ao final de cada passeio, com certeza teremos aprendido com o idoso, com o artesanato, com a paisagem, com um objeto, com o recém nascido, com o medo, com o frio, com uma sombra.
Há potência na escola para a formação de todos, em qualquer espaço e momento. Com parceria e mediação, a experiência tanto ética quanto estética acontece. Mas estes encontros precisam acontecer. É necessário parar e pensar: “Eu pertenço a este lugar?” Se eu não me sinto pertencente a este lugar, eu não sou capaz de viver, conviver e amar ali.
Habermas salienta que “se cada homem pudesse reconhecer-se no outro, só então a espécie humana poderia eventualmente reconhecer a natureza como um outro sujeito […]” (1968, p. 308)

Referências:
HABERMAS, Jürgen. Técnica e Ciência enquanto Ideologia. Editora Unesp: São Paulo, 1968.

Projeto Dourado – VerdeSinos – Plantio na Praça

Local: Praça do Chafariz

Grupo: Alunos do Projeto Dourado da Emef Vila São Jorge sob a coordenação da Vice-Diretora Carla Scherer

Coordenadora Local do Dourado: Marisa Braga

Aconteceu no dia 12 de agosto de 2016 a substituição de algumas espécies exóticas retiradas da Praça do Chafariz por Ipês Roxos ( Handroanthus heptaphyllus (Mart.) Mattos).

A iniciativa ocorreu por idéia dos conselheiros de Meio Ambiente Marcos Maurer da Prefeitura Municipal de Portão e Felipe Pereira Dias da EMATER e atividade contou com a parceria dos alunos do Projeto Dourado da Escola Vila São Jorge que ajudaram no plantio.

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O Projeto Dourado ocorre no âmbito do Comitesinos através do PPEA – Programa Permanente de Educação Ambiental da Bacia Sinos e tem sido patrocinado pela Petrobrás/REFAP nos últimos anos que consiste em ter uma coordenação local no município e grupos de alunos de escolas pólo do Dourado, neste caso os monitores ambientais da Emef Vila são Jorge que aprendem, pesquisam e divulgam sobre questões ambientais para sua comunidade.

 E a parceria com o Projeto Verde Sinos se dá por conta do Horto Florestal existente no município patrocinado pelo Comitesinos, pela SEMA e pela Prefeitura Municipal de Portão que inicialmente participou do Projeto de recomposição de mata ciliar na Bacia Sinos. Com o término da etapa Verde Sinos I, as mudas existentes no horto serão direcionadas para plantios demarcados pelo Departamento de Meio Ambiente com o Projeto Local “Plantando Água”.  A ETAPA Verde Sinos II contempla a preservação dos banhados, nascentes e encostas, mas nesta etapa o município de Portão não participou.

O Departamento de Meio Ambiente mapeou diversos pontos na cidade onde haverá plantios com a colaboração de alguns parceiros entre eles, Emater, COMDEMAS, Secretaria de Obras e os monitores da escolas pólo Projeto Dourado.

O plantio na praça ocorreu com o objetivo de chamar a atenção da população para as espécies nativas do município levantadas pelo Projeto de Vegetação realizado por profissionais da UNISINOS e o Setor de Educação Ambiental em 2014 que mapeou a flora de Portão e entre elas o Ipê Roxo considerado nativo de Portão, mesmo sendo pouco freqüente foi encontrado na região da Sanga Funda é uma árvore de beleza ímpar e apropriada par ao local. Os alunos ficaram motivados a frequentar a praça com suas famílias e ajudar no cuidado com a manutenção das mudas. Assim concluímos a atividade positiva, pois estes alunos irão relembrar sempre desta ação no futuro.

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11ª SEMANA DO MEIO AMBIENTE 2016 – TONIOLO, BUSNELLO

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A empresa Toniolo, Busnello tem como princípio fundamentado a preservação e o respeito ao meio ambiente em toda unidade de forma a garantir todos os recursos naturais (fauna, flora) ao entorno da unidade.

De acordo com essa premissa vem desenvolvendo uma série de ações tendo como objetivo a melhoria do desempenho ambiental e operacional da empresa na geração de produtos e serviços.

Em todas as obras e unidades da empresa, por todo o país, realizamos a semana do meio ambiente, desde 2006, no mês de junho, onde a cada ano são tratados diversos assuntos. Este evento é constituído de palestras, distribuição de folders, sementes e ou mudas de arvores, e abrange colaboradores e comunidade.

Em Portão, além da palestra sobre o assunto do ano é feita uma atividade de limpeza de praça, rua ou até mesmo do pátio da escola com intuito de mostrar aos alunos a quantidade de lixo que a escola gera e também sobre a importância de separarmos o lixo de forma correta.

No ano de 2016 as atividades foram desenvolvidas com as escolas Municipais Alexsandro Flores e Edmundo Kern com aproximadamente 50 alunos e o assunto tratado foi o desenvolvimento sustentável de acordo com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.

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Trabalho de limpeza com a escola Alexsandro Flores

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Trabalho de limpeza com escola Edmundo Kern

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Apresentação da semana do meio ambiente para os colaboradores da empresa

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Apresentação da semana do meio ambiente para os colaboradores da empresa